" Quando se começa a achar legal a tontura alcoólica, é sinal de que? "
sábado, janeiro 19, 2008
domingo, dezembro 30, 2007

Yann Tiersen
Yann Tiersen é um músico de vanguarda, compositor, multi-instrumentista. É natural da França. Compõe para piano, acordeão e violino.
Sua música por vezes se limita ao minimalismo. Outras vezes é algo soturno, arrebatador.
Yann, tem formação clássica na música. Quando novo, estudou violino, piano e regência orquestral. Já adulto migrou para o rock, passando por várias bandas nos anos 80 até começar a escrever trilhas sonoras para peças de teatro e para filmes, como "A vida sonhada dos anjos" (1998), "Alice e Martin" (1998) e "O que a Lua Revela" (1999), antes mesmo daqueles dois supracitados, mais conhecidos.

Entre seus trabalhos sem ser para o cinema, há discos muito bons. Entre os outros cito estes: Rue des Cascades (1996), Yann Tiersen & Shannon Wright (2004), On Tour (2006). Esse último foi o que mais gostei; Diferentemente dos outros, esse foi uma surpresa, pois eu esperava algo na linha instrumental clássica, violino... piano... algo calmo. Mas, logo se escuta guitarras, bateria... e pronto! Está feita a maravilha. Vezes há rock, vezez hip-hop com rock, post-punk. Além de ter sido gravado aovivo.
segunda-feira, novembro 05, 2007
"Não há como agradecer por tudo que nossos pais fazem por nós, os filhos. Mesmo eles errando, e não são poucas as vezes, assim procedem por serem iguais a nós, humanos e limitados.
Posso dizer que tenho uma imensa sorte nessa vida. Diante do tanto que já pude saber e presenciar de ruim, sou um grande privilegiado e devo quase tudo aos meus pais e próximos.
Espero contribuir, talvez, para o melhor de alguém, hoje, no futuro, sempre".
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segunda-feira, outubro 15, 2007

Cinema,
As Invasões Bárbaras
Les Invasions Barbares, Canadá, 2003, Drama.
Filme do pouco conhecido, talvez, diretor Denys Arcand. Começo logo a bradar que, para quem não conhece o trabalho desse diretor, é uma ótima surpresa começar a conhecer por esse filme, mesmo que depois eu possa vir a não gostar dos outros trabalhos dele, e, adianto, quero assistir o antecessor desse filme, O Declínio do Império Americano. Agora falemos um pouco da questão.
O título do filme sugere algo que, na verdade, não seria o que realmente é, ou pelo menos para mim foi assim. Claro, com um pouco mais de observação pode-se dizer que tem muito a ver, sim, esse título, mas de início pensei que fosse sobre outras coisas, pura ingenuidade de quem sabe quase nada.
O longa narra a história de Rémy (que já é um personagem do diretor, do filme O Declínio...) que está à beira da morte e com dificuldades de aceitar seu passado, buscando encontrar uma paz interior, assim, sem procurar, ele recebe a ajuda de seu filho ausente Sébastien, sua ex-mulher, velhos e novos amigos.
O filme tem muito de ideológico. Como há nos extras do DVD, o diretor colocou muito de si nos personagens e em cenas, há uma cena que foi exatamente um fato que ocorreu com ele. O personagem principal, o mal-humorado e forte ideólogo professor Rémy, se mostra relutante com seu passado e com o que queria, com o que fez e não fez, com o que sabe e com o que importa. Há questionamentos, conflitos. Há muito de política também, mas tudo isso colocado de forma a sugerir que o espectador continue a cada minuto querendo continuar assistindo. Posso até adiantar: Seria Rémy a figura de uma coisa arcaica, ultrapassada e mal entendida: o comunismo/socialismo; e seu filho a figura do novo, do bem sucedido e “democrático”: o capitalismo/mercado? Há essa intervenção sociológica/humana que achei maravilhosa.
Dentre outros prêmios, o longa ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro e tem atuações belíssimas. O próprio diretor deixou claro que ele é, também, uma visão de como morrer feliz, se o entendi bem.
quinta-feira, agosto 30, 2007
Depois de um dia como outro qualquer, nada de mais, nada de menos, fiquei sem vontade de dormir por estar passando pela minha cabeça algumas coisas. Eu estava a ter idéias. Refleti um pouco sobre elas, como faço muitas vezes no decorrer de meus dias. Percebi que algumas delas não seriam viáveis para qualquer pessoa, não seria "popular", por assim dizer. Isso porque poucos poderiam entender, poucos poderiam compartilhar do mesmo entusiasmo ou, mais certamente, não dariam a mínima atenção. Poucos poderiam entender por conta da falta de cultura que assola essa minha querida cidadezinha e quase todo o Brasil. Falta de cultura, leia-se: Falta de vontade, falta de vergonha na cara de quem tem poder pra fazer alguma coisa, preguiça, estupidez, mesquinharia, egoísmo, safadeza, e tudo o mais de ruim que há. Esclarecendo, resumindo, finalizando: Como posso falar de coisas, idéias/ideais, de dever/fazer, de direitos, garantias, de arte, cultura, respeito, educação, prosperidade, moral etc... A uma maioria que vive longe disso, que nunca pensou nisso na vida, que não foi condicionada, formada pra pensar (principalmente), que vive por causa de problemas, muitas vezes essas pessoas são problemas, enfim... Como? Acho que não dá. Isso me causa um mal estar, uma tristeza que me deixa sem vontades. Ainda bem que meus pensamentos não param por ai.

