terça-feira, junho 29, 2010

Mais uma primeira vez

Devo admitir que foi estranho. Mas também é verdade que já esperava por isso há muito tempo. Estava somente no aguardo da primeira oportunidade. Uma experiência nova e curiosa. Acho até que, para mim, esse acontecimento veio tardio em comparação a tantas outras pessoas em situação semelhante a minha.

No início do dia fui em busca do que faltava. Criar vergonha e adquirir esse tipo de coisa é algo a fazer o mais rápido possível para não depender dos outros, sobretudo em momentos como esse, onde invariavelmente fica-se nervoso e apreensivo.

Nesse momento do texto parece-me necessário esclarecer que este relato não diz respeito a uma primeira vez sexual, nos prazeres de ternuras amorosas entre o homem e a mulher em noites ou dias românticos e sinceros. Diz respeito a um fato, por assim dizer, pré-profissional.

Muitos expressaram que o tipo me caiu bem. Achei o mesmo apesar de não estar na minha medição correta, e sem falar a falta de costume. Como dito no início, foi estranho. Mas, o que não é estranho numa primeira vez? Estamos sentindo, tateando, ajeitando as arestas nesses momentos. Só depois de repetidas idas e vindas é que pegamos o hábito e acabamos por ter o fato como natural.

Existem coisas necessárias nesse mundo, claro. Essa é mais uma delas. Respeito, postura, discernimento, autoridade, ética e moral são algumas das palavras que circulam em volta daquele que dispõe do traje. Infelizmente, no dia a dia muitos mal exemplos se aproveitam desse aspecto incólume para cometer crimes, manchando assim a imagem de um todo.

Que seja a primeira de várias. Tentarei ficar mais à vontade.

sábado, junho 26, 2010

Muita tristeza

Minha cidade, União dos Palmares, assim como outras que ficam bem perto daqui (Santana do Mundaú, Branquinha, Murici, São José da Laje, Rio Largo e ainda algumas outras), foi atingida por fortes chuvas e um nível muito grande de água liberado por barragens, culminando por arrastar tudo que tinha pela frente às margens dos rios, riachos e locais próximos. Os noticiários da tevê em nível nacional estão alertando para esse fato triste.

Quero deixar registrado aqui minha tristeza e solidariedade com todos aqueles que foram afetados direta e indiretamente pelas enchentes. O poder público deve cuidar de cada caso, deve assumir de uma por todas a responsabilidade de não deixar o povo ao relento, alocando-os agora, finalmente, em lugar seguro.

Que o tempo traga melhoras e faça amenizar a tragédia, mas que não faça-nos esquecer do que aconteceu e dos erros comentidos. Que o povo ajude o povo. Que tudo fique da melhor forma possível.

quinta-feira, junho 17, 2010

Músicas que lembram Mariana Vital

Mariana,

É sempre difícil fazer esse tipo de seleção. Confesso que nos últimos meses tenho me dedicado pouco a escutar música. Uma pena. Por isso perdi uma boa parte de minha memória musical, a qual acho que só voltará (e espero que volte) quando recomeçar a escutar novamente tudo que gosto e tenhoguardado, aos poucos.

Tentei reproduzir nessa seleção um pouco da minha preferência misturado com o que faz lembrar você. Não é difícil uma música remeter meus pensamentos à sua pessoa. Basta somente uma frase, um refrão, uma palavra ou só a melodia.

Nas primeiras vezes em que nos beijamos, músicas tocavam ao fundo, como se fosse uma trilha sonora para nós. Ainda posso lembrar bem o que rolava no pequeno som localizado em nosso esconderijo amoroso. Você poderá perceber na lista algumas daquelas músicas.

Me dá um Olá, Ultraje a Rigor
Ainda bem, Vanessa da Mata
Better Together, Jack Johnson
Deixa o Verão, Los Hermanos
Morena, Los Hermanos
Quase sem querer, Legião Urbana
Alanis Morissette, Head Over Feet
Nada Sei, Kid Abelha
Só Hoje, Jota Quest
Um Certo Alguém (Lulu Santos), Titãs
Luz Dos Olhos, Nando Reis
Melhor, Wado
El Presente, Julieta Venegas
Cangote, Céu

Entreguei o Cd e você disse que gostou. Ainda bem. Esse é apenas mais um volume. Outros virão. Música é sempre bom. Música com você, melhor ainda.

quinta-feira, junho 03, 2010

Retorno

Brevemente estarei atualizando este meu espaço, tanto em relação as postagens quanto ao visual.

Abraço, caros e raros leitores amigos.

terça-feira, março 23, 2010

83

Às vezes podemos ser, pensamos ou queremos ser demasiadamente altruístas que na verdade somos quase que totalmente egoístas.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

A máquina de escrever do banco

Quando criança, muitas vezes largava do colégio e ia direto para onde minha mãe trabalhava. Minha mãe trabalhava no Banco do Brasil. Talvez eu tivesse que ir até lá e ficar esperando por ela até o término do expediente porque não teria quem ficasse" cuidando" de mim naquele dia. Em algumas dessas vezes lembro de ficar postado numas das máquinas de escrever da agência. Ficava batendo com os pequenos dedos naquelas teclas firmes. Mainha me colocava na máquina para passar o tempo e não ficar abuzado ou abuzando ela. Eu batia nas teclas de maneira desordenada. Desenhava palavras. Tentava produzir recados. Algumas pessoas viam e me achavam "tão bonitinho" ali, "escrevendo".

O que fazemos e somos condicionados a fazer na infância influencia nosso futuro grandemente. Não imaginamos o quanto. Essa lembrança pode ser uma hipótese do meu atual gosto pela escrita e, consequentemente, pela leitura. A máquina de escrever do Banco se tornou mais que um objeto selecionado a sua finalidade naqueles dias de labuta de minha mãe e de longas esperas para mim.

Não acho que escrevo no nível de muitas pessoas que leio ou sou contemporâneo. Muito menos dos grandes letrados e escritores que já tive a oportunidade de ler e ouvir comentários. Escrevo razoavelmente. De regular passando para bom, às vezes ótimo, quando dedico-me. Muitas vezes escrevo sem querer.

Já escrevi letras para músicas, poemas chulos, muitas cartas, diários, dissertações, artigos, textos para blogs (principalmente para o Tempo Moderno), críticas, resenhas, comentários, montes de coisas em variados lugares, plataformas e papéis. Acho pouco. Tenho que fazer mais.

Logo logo terei que produzir uma monografia no curso de Ciência Jurídicas. Esse pode ser, até a presente situação, o meu grande desafio pessoal, desde as batidas desajustadas na máquina de escrever do Banco. Escrever é uma tarefa difícil. Talvez só exista uma coisa que consiga ser mais árdua: saber sobre o que escrever. Escolher o assunto, o tema. Saber diferenciar as questões, problematizar, criar hipóteses, relacionar abordagens, apontar ideias e soluções.

Hoje uso um computador como máquina de escrever. Diferentemente do passado, as batidas nas teclas são pensadas, atentas, visando uma finalidade. Não me acham tão bonitinho quanto antas, mas julgo mais efetivas minhas palavras atuais, apesar de muitas vezes ainda se mostrarem desordenadas ou insanas para muitos.