sexta-feira, julho 18, 2008

O singular alagoano Graciliano Ramos, quando prefeito da cidade de Palmeiras dos Índios, em 1929, escreveu em um relatório encaminhado ao Governador do Estado na época a seguinte indagação: "há quem não compreenda que um ato administrativo seja isento de lucro pessoal".¹

Eu compreendo essa indagação. E aqui friso esse sentimento. Também espero que outras pessoas compreendam e sintam igual.

Imagino se no dias atuais há prefeitos preocupados dessa maneira, que até encaminhem relatórios a chefes de governo e que, se isso acontecer, algum governador, deputado, enfim, leia algo.

Crer que tudo vá melhorar é o ideal, e eu creio, mesmo podendo parecer que eu soe como um utópico. Porém, tenho que admitir, ou melhor, receio em dizer que os dias atuais estão parecendo um vale profundo de ignorância, como uma época negra. Sabemos que a história não foi escrita de uma dia para o outro, então... a luz ainda está lá no fim do túnel.


1- Publicado em homenagem ao autor no Diário Oficial do Estado de Alagoas, Imprensa Oficial Graciliano Ramos, em 21 de Maio de 2001.

2 comentários:

Dallas Diego disse...

Se existe eu nao sei, mas aqui em Uniao acho improvavel!

Sara Albuquerque disse...

Ah! Eu acredito sim. Acredito mais ainda que se a sociedade (uma pequena parte dela, é verdade), que tem acesso à educação e aos seus direitos de cidadão, pudessem cobrar desses governantes os seus direitos, para garanti-los de forma justa, o Mundo não seria "A Utopia" de Tomás Morus e sim uma realidade concreta de pensadores insanos como nós. :D

Abraços, Sr.Moço.

Ahh! Bruno faz propaganda da Fábrica. Vou contratá-lo. ^^ Grande Menino das Apostas ele! =]